“Só uma coisa somos com extrema facilidade: vulgares.” - George Bernard Shaw

sábado, 30 de junho de 2012

Meu amor tem outro amor

Estranho você gostar de uma pessoa de repente não é? Você começa a contar sua vida pra ela, fazer brincadeiras idiotas, sorrir sem ter motivo, sorrir com bons motivos... Mais estranho ainda é quando você começa a gostar de uma pessoa que você nunca viu pessoalmente, apenas algumas fotos e frases por uma tela de computador, pois é isso aconteceu comigo...

Vi aquele rostinho lindo estampado em uma foto, tirada meio que de próposito pra sair com cara de menina marrenta, estava linda, aquele biquinho com os lábios que somente nela ficara tão perfeito e natural, os cabelos dourados cuidadosamente penteados e alinhados ao lado de um rosto com traços angelicais. Não havia como não chamá-la para conversar, não tinha como evitar olhar várias vezes aquela foto. Esitei várias vezes antes de falar com aquela explêndida mulher, porém quando criei coragem pra lhe falar ela prontamente me respondeu, poxa, eu fiquei assustado! Nunca tinha conversado com uma pessoa tão bela antes, nem mesmo virtualmente.
Aquele instante foi mágico, eu disse a primeira frase, algo como "oi como você está", e ela me respondeu cordialmente "bem e você". Agora estava ali travado e sem nada na cabeça pra dizer que pudesse impressionar tal perfeição. Decide fazer uma coisa que raramente funciona, decidi ser eu mesmo! Agi de maneira natural em todos os aspectos, ficamos ali por horas conversando e dando risadas. Percebi que o palhaço (meio mórbido) dentro de mim também era atraente.
Alguns dias de conversa, expectativas crescendo, e então eu recebo uma triste notícia "tenho namorado". Aquilo foi como uma facada no coração, queria explodir, ser devorado por zumbis ou comido por formigas gigantes. Foi a pior coisa que poderia ter me acontecido, depois disso ela só sabia falar do namorado, eu inventei desculpas pedindo pra ela apresentar alguma amiga dela pra mim, dizia ser um esquecido e tal. Mas o fato é que eu não queria conhecer ninguém, eu já tinha ela, não queria abrir mão daquela felicidade e daquele sorriso, mas mesmo assim fingi que não tinha acontecido nada, fiquei firme e piadista, fiz brincadeiras e mais brincadeiras de como era bom sermos "só" amigos.
O fato é que nós ainda continuamos amigos, continuamos conversando, não mais com aquela intensidade do começo, mas ainda nos amamos, ela me ama de uma maneira diferente, mas tá valendo. Esses dias atrás contei a ela sobre meu sentimento verdadeiro, ela ficou sem graça, bochechas rosadas e um sorriso forçado, nós dois sabemos que não poderemos viver esse romance, jamais poderemos ficar juntos, mas pelo menos ela ficou sabendo, ela tem ciência de que sempre pode contar comigo, seja para o que for... De fato nunca nos encontramos pessoalmente, mas somos como unha e carne pelas redes sociais afora, sempre nos falamos, quase que diariamente, e eu continuo com a lâmpada da esperança acesa, vai que um dia ela queira enchergar o caminho dos meus braços....
Agora estou namorando, uma pessoa legal também, mas não se iguala a minha linda amiga virtual por quem serei eternamente apaixonado, por quem pedirei a Odim todas as noites que nos una, que nos aproxime cada dia mais e mais.. Te amo menina!

Autoria: Néliton Oliveira Santos
Originalmente escrito em: 19 de Junho de 2012
Data da ultima revisão: 01 de Julho de 2012 - 00:05 horas
Este conto é parte da obra: Cartas que não foram entregues, de Néliton Oliveira.

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