“Só uma coisa somos com extrema facilidade: vulgares.” - George Bernard Shaw

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Meu amor tem outro amor - Pt. 2


Era uma bela loira, pele macia e visivelmente delicada, estava disposta na minha frente, apenas a alguns passos de distancia, talvez um ou dois; Porem eu era casado e o que eu estava pensando em fazer não era certo (...)
De tempos em tempos nos encontrávamos em uma praça no centro da cidade, recordo-me bem do inicio de nossos encontros outrora virtuais, nosso vinculo se limitava a algumas breves "saudacoes" de chegada e saída, meras convencoes sociais. Mal sabia ela que desde o minuto em que eu chegava naquele site de relacionamento ate o ultimo segundo em que estivesse ali eu a fitava incansavelmente, desejava-a euforicamente como se fosse a ultima gota de agua doce do mundo, não me importava se ela me também me desejava ou não, eu apenas queria apreciar aquela rara beleza.
Quando nos encontramos finalmente foi explendido, cada detalhe dela era perfeito, o jeitinho que ela colocava os longos cabelos loiros atrás da orelha mexiam com a minha libido, o tom único de sua pele, as marcas de expressão sensuais do rosto, o formato da boca quando ela falava meu nome, tudo era magico; quando ela repousava o cotovelo na coxa e pressionava os lábios fazendo biquinho com a mão era um convite a perdicao!
Foi então que decidi experimentar a investida, fixei o olhar nela (mais do que já estava) e ela rapidamente correspondeu a esse gesto, aquilo pra mim foi estático, nossas retinas se encontraram e se amaram por alguns segundos, e nesse instante eu experimentei o doce sabor da atencao feminina, me embriaguei com isso.
Não sei se por descuido ou falta de atitude ela novamente desviou o olhar, pelo menos ela me olhara fixamente por mais de tres segundos, e isso com certeza sinificava algo, eu só não sabia o que ainda. Logo em seguida olhei no relógio e vi que nosso horário estava extraordinariamente findando e tivemos que abandonar aquele jogo de seducao, não queria, mas nao tinha escolha. Quando nos despedimos alguns metros da minha moto eu lamentava profundamente por nao ter levado outro capacete, ou por não ter coragem o sulficiente para leva-la embora sem capacete mesmo, entao corri pra cassa e a procurei de imediato no site, mas ela não estava, talvez tivesse ido tomar banho ou ido dormir, esperei por alguns minutos fitando a maravilhosa foto que estava estampada na tela do meu computador, mas ela não veio então fui dormir descontente por não ter provado o néctar divino dos lábios rosados da minha deusa loira.
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Esse joguinho seguiu por mais algumas semanas afora, eu sempre querendo me encontrar com ela novamente e nunca tinha coragem de marcar, e quando criava coragem ela não estava on-line, era um jogo de desencontros. Então num dia em que eu jamais espera encontra-la on-line, ela me surpreende com um "oi", então conversamos, poucas palavras, muito desejo e uma vontade de se ver que queimava os ossos, marcamos enfim um novo encontro para o outro dia a tardinha.
Chegando no local de sempre (a praça que pra minha infelicidade era muito iluminada) eu a avistei vindo em minha direcao, deslumbrante, cativante, envolvente, apaixonante(...) Eu amo essa mulher! Nos cumprimentamos e sentamos no banco gélido apesar do sol quente que o tocava, estávamos de poucas palavras, mas aos poucos fomos nos soltando novamente, a conversa fluia naturalmente e os assuntos iam desde os sonhos de infância ate a fantasia sexual mais louca que desejavamos.
Logo as brincadeiras começavam, os toques ficaram mais intensos, a luxuria incendiava e brincava com nossas mentes. Então depois de quase uma hora de conversa foi que nos sentamos de frente um para o outro, eu a peguei forte pela cintura e a puxei bem pra perto de mim, senti sua respiracao quente e rápida, notei que os seios estavam entumecidos e as pupilas dilatadas.
Abracei- com fervor e o beijo veio de supetão, finalmente estava beijando aquela boca linda, finalmente eu a tinha em meus bracos, eu a beijava com toda delicadeza do mundo, porem a apertava com selvageria. Ela me olhou e disse que estava ficando louco, eu a fiz calar com outro beijos, ela puxava meus cabelos e eu a fazia estremecer com o toque preciso de minhas mãos em seu corpo.
Queria tira-la dali, leva-la a um outro lugar mais discreto, porem as circunstancias nao permitiam. Ficamos nos beijando e nos "amando" por longos minutos, então ela toda sem graça disse que ja havia estourado seu horário, que pra todos os efeitos estava no curso de inglês, e eu pra quem quisesse saber estaria na academia. Nos despedimos com um beijo incrivelmente delicioso, desses que jamais sairá da memoria, eu a fiquei olhando dar os primeiros passos, depois montei na minha moto e sai, aguardando ancioso o próximo encontro e com um sorriso de orelha a orelha por ter realizado o meu sonho de beijar aquela boca linda...


Autoria: Néliton Oliveira Santos
Originalmente escrito em: 26 de Dezembro de 2013
Data da ultima revisão: 17 de Janeiro de 2013 - 04:33 horas
Este conto é parte da obra: Devaneios.
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